sábado, 10 de novembro de 2012

Benefícios do ócio

Trabalho, filhos, marido, amigos, estudos, família, eventos sociais, consultas médicas… São tantos os compromissos que, às vezes, 24 horas parecem pouco para dar conta de tudo. Ter um tempinho só seu então, para não fazer nada ou se dedicar a algo prazeroso, sem obrigação, nem pensar! Mas saiba que ficar “de bobeira” também é importante, especialmente no mundo de hoje, em que ter cada vez menos tempo soa como algo positivo, como se quanto mais ocupada a pessoa for, significa que é mais bem sucedida.


O consultor de carreiras Ricardo Barbosa, diretor executivo da Innovia Training & Consulting, explica que esta é uma visão distorcida, pois as pessoas não são produtivas 100% do seu tempo. “Nem sempre estar ocupado quer dizer sinônimo de sucesso, o importante é alinhar o tempo com resultados alcançados”, diz. “Quando a pessoa tem um tempo para descansar ou fazer algo que sente prazer acaba tendo uma produtividade muito maior. Veja o exemplo de empresas como Facebook e Google, são momentos importantes para insights”.

Esse tempo é o chamado “ócio criativo”, conceito criado pelo sociólogo italiano Domenico de Masi, que significa a união de trabalho, estudo e lazer para melhorar a qualidade de vida e aumentar os padrões de produtividade no âmbito profissional. Segundo o consultor, não existe uma regra sobre quanto tempo ocioso é necessário. Ele sugere que a cada duas horas de trabalho deve ser realizada uma pausa de cinco a 10 minutos. “Organize o tempo e as tarefas de modo que dê para fazer tudo sem desgaste. Uma dica é utilizar o quadrante do tempo, separando as atividades em: crises (importante e urgente), urgências (urgente mas não importante), planejamento (importante mas não urgente) e rotina (nem importante e nem urgente)”, explica.

Algumas pessoas costumam aproveitar o tempo ocioso para fazerem ainda mais coisas, acreditando que, assim, estão otimizando este tempo. “Isso não é positivo. A ideia é parar para que recarregue as energias tanto física quanto mentais, realizando coisas quem deem prazer. Caso contrário, irá gerar um desgaste maior e, consequentemente, estresse, afetando sua qualidade de vida”, afirma. “Acumular tarefas demais pode acarretar em perda de foco, dificuldade de entregar atividades dentro do prazo, estresse, depressão, conflitos entre clientes internos e externos, entre outras”.

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