Os rins são responsáveis por funções fundamentais no organismo. A doença renal crônica (DRC) é um estágio de mau funcionamento, que perpetue por mais de 3 meses e pode acontecer como complicação de doenças conhecidas como diabetes e hipertensão arterial.
Nem sempre as doenças renais têm sintomas. Em muitos casos, o indivíduo não percebe e o diagnóstico é feito de forma tardia. Apesar de ser caracterizada como uma doença silenciosa, a DRC pode dar alguns sinais. No entanto, quando eles aparecem, costuma ser tarde demais. Daí a importância de sempre visitar o médico e pedir os exames que detectem as alterações indesejadas nos rins.
Para evitar ou estacionar o processo de lesão renal na presença de doenças crônicas como o diabetes e a hipertensão arterial, o paciente deve se consultar periodicamente o médico, fazer exames com regularidade, controlar a pressão arterial e a glicemia, além de dosar os níveis de cálcio e fósforo.
Nos casos em que a DRC progrediu para perda da função renal o indivíduo pode optar receber o rim de algum doador compatível ou seguir para a diálise. Afinal, os rins filtram as impurezas do organismo.
No entanto, a dificuldade de se conseguir um doador compatível faz com que a maioria dos nefropatas siga para a hemodiálise, quando uma máquina substitui as principais funções que eram realizadas pelo aparelho renal.
A aterosclerose, a formação de placas de gordura nas artérias, principalmente na artéria renal sobrecarrega a função dos rins. Nas últimas décadas devido ao envelhecimento da população, sedentarismo e obesidade tem se observado um aumento na incidência de doenças como diabetes e doença aterosclerótica.
Indivíduos com o índice de massa corporal (IMC) normal desfrutam de uma maior proteção renal. Afinal, ganho de peso pode favorecer o desenvolvimento de hipertensão e diabetes.
Tome cuidado com o excesso de gordura e ingestão de sal são medidas importantes para a manutenção da função renal. Quando o indivíduo já sofre com a DRC, terá que reduzir na dieta a quantidade de proteína para evitar sobrecarga.
Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicar o funcionamento dos rins se usados a médio e longo prazo. O tabagismo e a ingestão em excesso de álcool são fatores agressivos ao rim. A explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. Isso causa problemas de pressão que, por sua vez, levam à DRC.
Ao medir, no sangue, os níveis de creatinina é possível calcular a quantas anda o trabalho de filtração dos rins. Quando os níveis desta substância estão elevados, é sinal de que algo não vai bem. No exame de urina, conseguimos detecta a filtração renal e perda de proteína. Este é um sinal inicial de mau funcionamento dos rins.
Por Dra. Denise Rosso
*Dra. Denise Rosso é endocrinologista pela UFF, mestre em Nutrologia pela UFRJ, membro da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e professora do Curso de Pós-Graduação de Endocrinologia pelo IPEMED e Universidade de Valença.
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