Um dos maiores, se não o mais famoso, clássicos da perfumaria mundial pode estar com os dias contados. Ou pelo menos com a sua fórmula original condenada a acabar.
A explicação é que o Comitê Científico da Comissão Europeia de Segurança do Consumidor está avaliando o conteúdo dos perfumes e constatou que o exemplar da Chanel, que foi criado em 1921, contém cerca de 100 substâncias que causam alergias. Entre elas, está um tipo de musgo, um dos alvos principais da investigação.
Pode parecer estranho que o perfume mais vendido no mundo talvez seja tão prejudicial assim quando dezenas de milhares de mulheres em todo o mundo usam a fragrância todos os dias. Mas, segundo informações divulgadas no Daily Mail, isso é apenas a mais recente em uma longa lista de restrições impostas sobre a indústria de perfume nos últimos anos.
Segundo as regras implementadas pela Comissão Europeia em 2006, 26 ingredientes comuns, incluindo o tão falado musgo e o eugenol (encontrado no óleo de rosas), deveriam ser declarados na embalagem do perfume, porque eles são potencialmente alergênicos. Agora, a lista aumentou para 100 ingredientes considerados nocivos.
Enquanto a Comissão recomenda que alguns ingredientes precisam ser declarados na embalagem ou ter a quantidade restrita, outras matérias-primas — incluindo o musgo de árvore usado no Chanel n º 5 — devem ser banidas totalmente.
Mas não é só o Chanel n º 5 que está na mira da Comissão Europeia. Os resultados das avaliações também podem afetar outros queridinhos das mulheres como o Miss Dior, Shalimar da Guerlain e o Angel de Thierry Mugler.
A nova lista de restrições divulgada tem muitos ingredientes comuns na produção de perfumes como o citral, encontrado em óleos de limão e bergamota, e cumarina, um extrato retirado do cumaru, que é um fruto encontrado no Brasil e em outros países da América do Sul. É importante ressaltar que, apesar de serem considerados alergênicos, todos os ingredientes tem origem natural e têm sido utilizados há décadas na indústria da perfumaria sem causar danos graves.
Entretanto, o porta-voz da comissão para assuntos de saúde, Frederic Vincent, acalmou as fãs do perfume com uma declaração à imprensa dizendo que é “falso dizer que a Comissão Europeia quer proibir o Chanel nº 5. Ainda estamos longe de considerar mudanças na legislação”, disse ele. De acordo com Frederic, apenas número muito pequeno de pessoas apresentaram reações alérgicas aos componentes do perfume.
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