sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fórmula do Chanel n º 5 poderá ser alterada

Um dos maiores, se não o mais famoso, clássicos da perfumaria mundial pode estar com os dias contados. Ou pelo menos com a sua fórmula original condenada a acabar.

A explicação é que o Comitê Científico da Comissão Europeia de Segurança do Consumidor está avaliando o conteúdo dos perfumes e constatou que o exemplar da Chanel, que foi criado em 1921, contém cerca de 100 substâncias que causam alergias. Entre elas, está um tipo de musgo, um dos alvos principais da investigação.

Divulgação/Chanel

Pode parecer estranho que o perfume mais vendido no mundo talvez seja tão prejudicial assim quando dezenas de milhares de mulheres em todo o mundo usam a fragrância todos os dias. Mas, segundo informações divulgadas no Daily Mail, isso é apenas a mais recente em uma longa lista de restrições impostas sobre a indústria de perfume nos últimos anos.

Segundo as regras implementadas pela Comissão Europeia em 2006, 26 ingredientes comuns, incluindo o tão falado musgo e o eugenol (encontrado no óleo de rosas), deveriam ser declarados na embalagem do perfume, porque eles são potencialmente alergênicos. Agora, a lista aumentou para 100 ingredientes considerados nocivos.

Enquanto a Comissão recomenda que alguns ingredientes precisam ser declarados na embalagem ou ter a quantidade restrita, outras matérias-primas — incluindo o musgo de árvore usado no Chanel n º 5 — devem ser banidas totalmente.

Mas não é só o Chanel n º 5 que está na mira da Comissão Europeia. Os resultados das avaliações também podem afetar outros queridinhos das mulheres como o Miss Dior, Shalimar da Guerlain e o Angel de Thierry Mugler.

A nova lista de restrições divulgada tem muitos ingredientes comuns na produção de perfumes como o citral, encontrado em óleos de limão e bergamota, e cumarina, um extrato retirado do cumaru, que é um fruto encontrado no Brasil e em outros países da América do Sul. É importante ressaltar que, apesar de serem considerados alergênicos, todos os ingredientes tem origem natural e têm sido utilizados há décadas na indústria da perfumaria sem causar danos graves.

Entretanto, o porta-voz da comissão para assuntos de saúde, Frederic Vincent, acalmou as fãs do perfume com uma declaração à imprensa dizendo que é “falso dizer que a Comissão Europeia quer proibir o Chanel nº 5. Ainda estamos longe de considerar mudanças na legislação”, disse ele. De acordo com Frederic, apenas número muito pequeno de pessoas apresentaram reações alérgicas aos componentes do perfume.

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