segunda-feira, 1 de abril de 2013

Suco de uva e vinho previnem doenças

Recomendado por médicos e especialistas, a Dieta do Mediterrâneo tem feito sucesso e apresentado resultados surpreendentes na prevenção de doenças do coração, AVC, colesterol, diabetes, entre outras. Esses bons resultados começaram e ser descobertos na década de 70, quando estudos epidemiológicos evidenciaram que, apesar dos hábitos de vida pouco saudáveis, como fumar, beber e comer muita gordura de origem animal, os franceses (em especial os do Sul da França) tinham baixa incidência de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, em relação à média mundial. Tudo isso graças a uma alimentação à base de peixes, grãos, legumes, azeite, verduras, frutas, nozes e castanhas, acompanhadas de uma taça de vinho ou suco de uva integral.

Estudos revelaram que esse mesmo perfil pode ser encontrado em outras populações do mediterrâneo, como italianos e gregos, e que o principal fator que determinava a longevidade estava associado à alimentação, em especial, ao consumo do vinho e do azeite de oliva.

Suco de uva e vinho previnem doenças

Segundo especialistas, os vinhos tintos e os sucos de uva integral (tinto) são são fontes de fibras, vitaminas, ricos em antocianina, resveratrol e polifenol, que agem como antioxidante, auxiliando na vasodilatação, e têm função antioxidante.

Confira algumas das doenças que podem ser prevenidas com o consumo moderado de vinho:

Doenças coronárias: O vinho reduz os níveis de LDL e aumenta os de HDL (colesterol bom). Seu consumo moderado controla os níveis sanguíneos de algumas substâncias químicas inflamatórias chamadas citocinas, que afetam o colesterol e as proteínas da coagulação. Ele ainda torna as plaquetas presentes no sangue menos aderentes e reduz os níveis de fibrina, evitando que o sangue coagule em locais errados e, assim, prevenindo o entupimento de uma coronária e evitando um infarto.

Doenças do cérebro: Segundo especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) seriam os responsáveis por evitar o envelhecimento das células cerebrais. Por isso, quando consumido moderadamente, o vinho pode reduzir o risco de demência, incluindo o Mal de Alzheimer.

Doenças respiratórias: Experimentos recentes têm demonstrado que o vinho é mais eficaz que alguns antibióticos modernos para reduzir as chances de uma infecção pulmonar.

Doenças do aparelho digestivo: O consumo moderado de vinho está associado a uma menor incidência de úlcera péptica por uma série de razões: alívio do estresse, inibição da histamina, e ação antimicrobiana contra o bactéria implicada na gênese da úlcera duodenal. Por atuar sobre o colesterol, também reduz as chances de formação de cálculos no interior da vesícula biliar.

Doenças do aparelho urinário: Estudos mostram que por estimular a diurese, o vinho é capaz de reduzir em até 60% o risco de formação de cálculos urinários.

Diabetes: Se consumido de forma moderada, o vinho melhora a sensibilidade das células periféricas à insulina, especialmente nos pacientes com diabetes tipo dois (não insulino dependente). Em mulheres, um estudo mostra que pode reduzir as chances de surgimento de diabetes.

Sangue e anemia: Um copo de vinho tinto contém, em média, 0,5mg de ferro. E o álcool ajuda o organismo a absorver melhor o ferro ingerido nos alimentos.

Ossos: O consumo de pequenas quantidades de vinho é capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose.

Visão: O vinho reduz a degeneração macular, que é causa comum de cegueira em idosos.

Câncer: Alguns estudos populacionais mostram uma redução da mortalidade por doença coronária e por câncer em bebedores comedidos de vinho. Homens que consomem vinho, sensata e regularmente, têm menor chance de desenvolver Linfoma não Hodgkin. Pesquisadores estudam também sobre a possibilidade de que os antioxidantes presentes no vinho possam prevenir alguns tipos de câncer.

0 comentários:

Postar um comentário