Comer demais é um problema que acontece com quase todo mundo. Exagerar no almoço de domingo ou em uma festa é absolutamente normal, afinal ninguém consegue ser regrado o tempo inteiro. O problema é quando este escorregão se torna mais frequente do que é possível controlar.
“A compulsão alimentar é um distúrbio químico que faz com que a pessoa coma demais, mesmo sem fome, mesmo sem vontade” explica o psicoterapeuta da Neurofocus, Durval Pereira. Este transtorno alimentar atinge principalmente obesos e está geralmente associado a sentimentos de ansiedade e depressão. “Está ligado ao vazio existencial. A mídia só eleva as pessoas magras e consideradas bonitas. Quem tenta ser este tipo de ser humano, possivelmente se frustra”, defende o especialista.
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Como saber se uma pessoa é apenas gulosa ou sofre de um transtorno alimentar? O guloso exagera em momentos pontuais e com alimentos de sua preferência e para ao se sentir satisfeito, enquanto o compulsivo ingere qualquer coisa em grandes quantidades e pode passar de 10 mil calorias em uma única refeição.
- Comer demais em todas as refeições
- Mastigar pouco e rápido
- Comer escondido
- Sentir culpa depois de comer
No cérebro do compulsivo, o mecanismo de fome e saciedade fica desregulado. A serotonina, hormônio responsável pelo bem estar, não atinge o nível ideal. Isso faz com que a pessoa perca o controle diante da comida por nunca se sentir completamente satisfeita.
O tratamento é feito através de medicamentos reguladores de serotonina, para reativar o mecanismo de saciedade, e psicoterapia. Por se tratar de um distúrbio psíquico, dietas ou cirurgias bariátricas não resolvem o problema. O mais importante é ficar atento e procurar ajuda médica ao aparecerem os primeiros sinais.
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