sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mãe depois dos 40: veja os cuidados para ter uma gravidez tranquila

Para não deixar o sonho de ser mãe de lado, muitas mulheres encaram a maternidade tardia, engravidando depois dos 40 anos de idade.

Apesar dos avanços na medicina, o ginecologista Marcos Sampaio afirma que quanto mais tarde a mulher engravidar maiores são as chances de gestações de risco e alterações genéticas no embrião.

Por isso, é importante que as futuras mamães façam um acompanhamento médico rigoroso para ver de perto o crescimento do feto.

Mãe depois dos 40 veja os cuidados para ter uma gravidez tranquila

Os principais riscos da gravidez pós 40

Nessa fase da vida feminina, a idade fértil já passou e as alterações uterinas são mais comuns, deixando o processo reprodutivo mais complicado. Segundo o ginecologista Jurandir Piassi e dados do Ministério da Saúde, essas mulheres têm cerca de 40% mais chances de desenvolver hipertensão arterial e diabetes induzida pela gestação. Com tudo isso, a sensação de responsabilidade aumenta e elas podem ficar mais ansiosas com a gravidez, o que, no pior dos casos, pode levar a abortamentos espontâneos.

Para o bebê, é comum o nascimento prematuro, baixo peso ao nascer e deficiência genética como Síndrome de Down. “ Em mulheres com 40 anos a chance da criança nascer com Down é de, aproximadamente, um a cada cem nascimentos e, em mulheres de 45 anos, sobe para um a cada vinte e cinco nascimentos”, afirma Jurandir.

Como prevenir e evitar os riscos

Com o avanço da medicina reprodutiva, alguns fatores podem ser resolvidos mais facilmente, deixando as mulheres mais seguras para engravidar depois dos 40. Marcos explica que já existem ferramentas preventivas. “Entre elas, está o diagnóstico de pré-implantação (PGD), utilizado em tratamentos de fertilização in vitro (FIV), e o estudo genômico do embrião (CGH)”, exemplifica. O primeiro exame é capaz de identificar mudanças nos genes do embrião e o segundo pode reduzir a incidência de alterações genéticas no bebê.

Jurandir indica exames de imagem complementares como a ultrassonografia morfológica de 1º trimestre. “Quando há grande suspeita de que a criança apresente algum tipo de síndrome, a realização do cariótipo do nenê também pode ser feita, seja através de amostragem obtida da placenta, do líquido amniótico ou do próprio sangue do nenê”, completa. Quanto mais cedo a disfunção for detectada, maior a possibilidade de tratamento.

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