Quem nunca percebeu que estava com mau hálito e recorreu para aquela balinha de hortelã perdida no fundo da bolsa? Pois é, a halitose é um problema comum e pode ocorrer por diversas questões, tanto físicas quanto emocionais.
Para tirar todas as dúvidas sobre o assunto e te ajudar a se livrar desse incômodo, conversamos com a cirurgiã-dentista Katyuscia Lurentt. Confira!
Segundo a dentista, o hálito é o ar expirado dos pulmões que pode sair pela boca, nariz e seios paranasais. O cheiro desagradável proveniente desse ar pode ser resultado de problemas respiratórios, como a sinusite e a amidalite; digestivos, como a erupção gástrica e úlceras; metabólicos, como diabetes e alterações hormonais ou até emocionais, como o estresse. Porém, outros problemas muito mais fáceis de serem resolvidos podem causar o mesmo desconforto. “Aproximadamente 85% dos casos de halitose são de origem local, relacionados a alterações bucais, como a presença de cáries ou peças protéticas desgastadas ou mal adaptadas”, explica Katyuscia Lurentt.
Saber a origem do problema é essencial para tratá-lo. Se o mau hálito não é de origem oral, é necessário fazer um acompanhamento com especialistas, pois o odor é apenas decorrente de uma doença maior. Mas, se o mau hálito é o resultado do acúmulo de placa bacteriana, a melhor forma de tratá-lo é fazendo uma higiene bucal rigorosa, escovando os dentes e a língua e usando fio dental após cada refeição. “Fazer uma revisão com o dentista ao menos duas vezes ao ano, para eliminar placas bacterianas de difícil acesso também é importantíssimo para que o problema não retorne”, aconselha a dentista.
Ter mau hálito é normal, mas se isso está acontecendo com frequência, é importante que o paciente procure a ajuda de um profissional imediatamente para que ele oriente como tratar o problema da melhor forma possível.
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