Recentemente, a apresentadora Palmirinha passou mal durante a gravação do programa Bem Simples. Ao ser abraçada por um de seus convidados, o cantor e compositor Jair Rodrigues, ela teve uma queda de pressão momentânea e teve que ser levada ao hospital. Após alguns exames, a querida foi liberada e já está bem. Segundo a assessoria de imprensa da artista, o ocorrido foi apenas emoção.
Mas é importante ressaltar que com pressão arterial não se brinca. A hipertensão, popularmente chamada de pressão alta, é uma doença muito comum entre os brasileiros e é a principal causadora de mortes por infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC ou derrame). O cardiologista Anderson Rodrigues destaca que essa doença é classificada como “silenciosa”. “Ela pode estar prejudicando o paciente sem avisar, sem sintomas frequentes ou sinais característicos”, conta.
E, além disso, grande parte das mulheres, assim como Palmirinha, sofre de pressão baixa (hipotensão arterial). “Pode-se verificar a pressão baixa em quadros de: desidratação, jejum prolongado, uso excessivo de medicações contra a hipertensão, de diuréticos e de remédios para emagrecer”, exemplifica o cardiologista. No calor, também é comum cair a pressão, pois as artérias ficam mais dilatadas e o sangue não precisa exercer muita força para circular.
Principais sintomas
“Os portadores de hipertensão podem se apresentar assintomáticos, ou seja, sem quaisquer sintomas ou sinais indicativos de que a pressão arterial está elevada”, alerta Anderson. Por outro lado, alguns pacientes costumam se queixar de dor de cabeça (próximo à região da nuca), tontura, náuseas, cansaço, dores no peito (angina), palpitações, suadeira (sudorese), alterações visuais (luzes brilhantes/escotomas), sangramento nasal e desmaio.
Quando a pessoa está passando por uma queda de pressão, ela sente fraqueza, indisposição, sonolência, tontura, sudorese fria, palpitações/taquicardia e pode evoluir para um desmaio (síncope). Segundo o médico, os sintomas e sinais variam de intensidade conforme o caso. “Hipotensão e desmaio estão diretamente relacionadas e são muito comuns nos idosos”, conta.
Nível desejável
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pressão considerada ideal é [a] igual ou menor que 120 por 80mmHg (milímetros de mercúrio), também chamada de 12 por 8. Porém, pode-se tolerar uma pressão de até 140 por 90. Para isso, cada caso precisa ser avaliado individualmente de modo completo. Se por três vezes consecutivas, após repousos de 15 minutos, um adulto apresentar nível igual ou superior a 140 por 90mmHg, a hipertensão está diagnosticada. Exercícios físicos, nervosismo, fumar e ingerir bebidas alcoólicas perto do momento de aferição podem elevar a pressão.
Como controlar a pressão
Os hábitos saudáveis como boa alimentação, hidratação constante e prática regular de atividades físicas são os principais responsáveis por manter a pressão controlada. Anderson recomenda que o paciente abandone o tabagismo, o sedentarismo e o excesso de sal nos alimentos, que contribuem para os problemas do coração. A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada com a ingestão de medicamentos específicos. No caso da hipotensão, o ideal é deitar a pessoa confortavelmente, medir a pulsação e, se a pessoa estiver consciente, dar um pouco de suco de frutas. “Se os sintomas persistirem por mais de 15 minutos, encaminhe-a para o pronto atendimento”, aconselha o cardiologista.
Consultoria
Anderson Rodrigues, cardiologista/Laboratório Sabin
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