domingo, 8 de setembro de 2013

Veja como lidar com o marido que trabalha viajando

Alguns trabalhos exigem que o empregado faça longas viagens e fique um tempo longe de sua família. As mulheres que têm maridos nesta situação enfrentam alguns problemas na hora de comandar a família, por boa parte do tempo, sozinhas. O psicólogo Breno Rosostolato diz que as companheiras costumam sentir uma sensação de abandono. “Elas acham que não podem contar com o parceiro, ficam sem respaldo, cooperação ou apoio”, exemplifica.

Essa falta de apoio presencial vai minando a relação do casal aos poucos e as mulheres podem desenvolver uma depressão devido ao sentimento de rejeição. “Por isso, é importante o casal conversar. A mulher não pode omitir do marido que essa situação a incomoda. O ideal é expor os sentimentos ao parceiro e delimitar limites do que pode e o que não pode ser tolerado”, recomenda o psicólogo.

Veja como lidar com o marido que trabalha viajando

Já na relação com os filhos, é legal a mãe explicar para a criança que o trabalho do pai é uma necessidade e que não tem nada a ver com a questão do afeto. Não é porque o pai está longe que ele não gosta do filho, isso deve ficar bem claro. Breno ainda alerta que as crianças costumam buscar outras referências paternas, devido a essa ausência, e isso pode gerar um conflito interno. “A criança compara a sua vida com a de seus colegas que têm a mãe e o pai presentes”, cita. A busca por um modelo a seguir pode gerar a sensação de solidão, desamparo e vazio.

Para amenizar esse conflito, a mãe pode orientar o pai a não perder o contato com o filho. Às vezes, os pais não percebem que a criança está sentindo falta e a mulher pode dar um empurrão nessa relação paternal. “O pai deve se fazer presente mesmo quando está viajando”, aconselha Breno. É importante que homem tenha essa percepção de o filho precisa de um referencial. Outra opção é trazer o filho também para a vida do casal e criar momentos a três.

Segundo o psicólogo, não é possível acabar completamente com o desconforto, mas pequenas atitudes são capazes de amenizar o sentimento de abandono. “Combinar um horário para conversarem diariamente é ótimo para trocar informações e manter as partes ligadas de uma maneira”, indica Breno. Manter contato por mensagens de texto é uma opção para usufruir durante todo o dia, pois não demanda muito tempo e não atrapalha nem o pai nem a família. Caso o pai tenha que morar em outro lugar por algum período, combine visitas semanais ou mensais para que todos se encontrem e passem um tempo juntos com qualidade.

“O pai também é afetado pela situação e, muitas vezes, se culpa pelo que está acontecendo e pela ausência”, comenta o psicólogo. Para não desenvolver esse sentimento, o homem deve demonstrar mais interesse pela vida familiar e persistir em jamais perder o contato. A distância deve ser apenas física e nunca emocional.

Consultoria
Breno Rosostolato, psicólogo

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